A fé dos apóstolos é a nossa fé católica
3 jul 2009

Acontece que Tomé, um dos discípulos, que era chamado de “o Gêmeo”, não estava com eles quando Jesus chegou. Então os outros discípulos disseram a Tomé:
- Nós vimos o Senhor! Ele respondeu:
- Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos dele, e não tocar ali com o meu dedo, e também se não puser a minha mão no lado dele, não vou crer! Uma semana depois, os discípulos de Jesus estavam outra vez reunidos ali com as portas trancadas, e Tomé estava com eles. Jesus chegou, ficou no meio deles e disse:
- Que a paz esteja com vocês! Em seguida disse a Tomé:
- Veja as minhas mãos e ponha o seu dedo nelas. Estenda a mão e ponha no meu lado. Pare de duvidar e creia! Então Tomé exclamou:
- Meu Senhor e meu Deus!
- Você creu porque me viu? - disse Jesus. - Felizes são os que não viram, mas assim mesmo creram!
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de hoje – Ed. Paulinas
Bom dia!
Como sou lembrado? Como é que somos vistos? Isso importa para mim? Chega ao ponto de me incomodar? Será que meus erros passados pesam ainda sobre meus ombros?
Costumo dizer que o diabo é o melhor paparazzo que existe. Ele sempre esta presente quando fazemos grandes ou pequenas burradas. Ele “tira” fotos dos nossos deslizes em todas as posições e ângulos possíveis esperando o momento certo – quando bate em meu coração o desejo do arrependimento puro e sincero.
Queremos voltar a caminhar, fazer, portanto o que é correto (…) então ele “revela” as “fotos” dos nossos equívocos em nossa mente. É um mini flashback. Lembramos de tudo nos mínimos detalhes e envergonhados, fugimos do perdão. Quem nunca passou por isso? As “fotos” uma após outra “se revelam” em nossa mente e a tristeza toma o lugar da vontade de voltar.
Não sei bem, mas surge então um dos nossos mecanismos de defesa (ou seria de agressão?): passo a avalizar e julgar também os outros! -“Eu sei que fiz”, mas ele (a) também não é santo (a) porque fez isso e isso (…). Fazemos muito isso sem pensar.
O que isso tem haver com Tomé? Como ele é lembrado? A ele é dado o estigma da incredulidade. O engraçado que esse mesmo homem, em meio à dúvida dos apóstolos, sugere que todos acompanhem Jesus à Jerusalém e, se for o caso, morram com Ele. Não lembramos Tomé por isso e sim pela sua fraqueza!
“(…) A isso Tomé, chamado Dídimo, disse aos seus condiscípulos: Vamos também nós, para morrermos com ele”. (João 11, 16)
Pedro é lembrado pela tríplice negação, por não ter conseguido andar sobre as águas, por ter cortado a orelha de Malco, mas José Prado Flores apresenta uma perspectiva interessante desse apóstolo: Ele foi o único que teve coragem de TENTAR caminhar nas águas; de fato Ele negou, mas ele estava lá, onde estavam os outros? Pedro agride o soldado, pois reconhecia aquele ato infundado como um ato contra o filho de Deus, sendo ele o primeiro a reconhecer isso. E nós como somos lembrados? Como nos lembramos dos que nos acompanham?
É, pois tão difícil fazer o caminho de volta, reconhecendo seus próprios erros e terrível encontrar alguém se pondo num trono de vaidade e soberba a apontar nossos defeitos que o paparazzo já fez questão de revelar! Nesse momento alguém pede apenas uma chance! O perdão não deve ser negado ou condicionado. O resgate da confiança, sim vai depender dos próximos atos, mas não devemos negar o perdão.
“(…) É por isso que o Senhor está desejoso de vos perdoar; é por isso que ele se ergue para vos poupar; porque o Senhor é um Deus justo; ditosos aqueles que nele esperam”. (Isaias 30, 18)
Começamos a viver uma convocação do papa Bento XVI – o ano sacerdotal. Algo que, nesse evangelho é devidamente apropriado. O padre ou presbítero é, em bom coloquial, “gente como a gente”. Alguém que busca, como nós, fazer mais coisas certas que não certas. E como é lembrado? Vejo alguém jogando futebol e quero participar. O jogo tem regras, mas desejo que elas se adaptem a mim. Advinha quem é o juiz do jogo?
Em algum momento já escutamos que a igreja não deixa isso, isso e isso (…) mas é a regra da igreja, o que chamamos de tradição e deve ser respeitada. Não é culpa do padre! Se levássemos a sério o casamento não casaríamos por fogo de palha ou evento social (respeito as exceções particulares); se levássemos a serio a catequese, creio eu que teríamos mais crianças e adultos com amor ao próximo, pois temos católicos que vemos no batismo e depois no casamento.
Se levássemos mais a serio o Pai Nosso não teríamos perdido tantos irmãos e irmãs para outras religiões e se lá estão bem e reconhecem a Deus: Glória a Deus! Gostaria, sinceramente, que estivessem aqui em só rebanho, mas “nossos dedos” os empurraram pra longe.
São Tomé sou eu, você, nós que no fim das nossas mazelas, reconhecemos nossas fraquezas e dizemos: “(…) Meu Senhor e meu Deus”! Somos chamados a ver as chagas do mundo dentre elas as nossas.
Um imenso abraço fraterno! Bom fim de semana.
2 jul 2009

Jesus entrou num barco, voltou para o lado oeste do lago e chegou à sua cidade. Então algumas pessoas trouxeram um paralítico deitado numa cama. Jesus viu que eles tinham fé e disse ao paralítico:
- Coragem, meu filho! Os seus pecados estão perdoados. Aí alguns mestres da Lei começaram a pensar:
- Este homem está blasfemando contra Deus.
Porém Jesus sabia o que eles estavam pensando e disse:
- Por que é que vocês estão pensando essas coisas más? O que é mais fácil dizer ao paralítico: “Os seus pecados estão perdoados” ou “Levante-se e ande”? Pois vou mostrar a vocês que eu, o Filho do Homem, tenho poder na terra para perdoar pecados. Então disse ao paralítico:
- Levante-se, pegue a sua cama e vá para casa.
O homem se levantou e foi para casa. Quando o povo viu isso, ficou com medo e louvou a Deus por dar esse poder a seres humanos.
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de hoje – Ed. Paulinas
Bom dia!
Gostaríamos de fazer uma analogia: Prefere manteiga ou margarina? Suco ou refrigerante? Açúcar ou adoçante? Nordeste ou Europa? Temos que fazer escolhas o tempo inteiro. O que nos faz optar por algo são os benefícios que esperamos com aquela decisão. Temos argumentos até plausíveis, para justificar o não aceitar aquilo e aceitar esse. Mas nem sempre nossos argumentos são os melhores.
Manteiga, rica em colesterol ruim (LDL), mas natural; margarina, pobre em colesterol e rica em gordura TRANS. Suco, natural e saudável, mas calórico; um copo de coca-cola, menos calórico que um copo de suco de laranja. Açúcar, o inimigo do diabético; adoçante, rico em produtos químicos que geram radicais livres. Temos escolhas e motivações para que as façamos. Nem sempre as escolhas são as mais saudáveis.
Aonde chegaremos?
Jesus conhecia a necessidade daquele rapaz que era conduzido por seus amigos em uma cama. Conhecia seus lamentos, suas lamúrias, suas angústias, (…). Jesus também sabia das vezes que chorou, quando quis desistir, quando levantou, quando caiu, quando questionou a Deus pelo que lhe acontecia e assim ele também esperava ardentemente esse encontro.
“(…) Bendito seja o Senhor, que ouviu a voz de minha súplica; nele confiou meu coração e fui socorrido. O Senhor é a minha força e o meu escudo! Por isso meu coração exulta e o louvo com meu cântico. (Salmo 27, 6-7)
A paralisia, as doenças, os ressentimentos, as percas, os acontecimentos desagradáveis, (…) todos eles nos prendem ou nos limitam apenas em vida, mas o pecado, o mal, os desamores nos privam da eternidade. Ao olhar aquele rapaz, Jesus, com o perdão dos pecados, lhe oferece a eternidade. Ainda não concebemos a idéia de eternidade, por isso os apegos com vida. Não posso dizer que entendo ou nego a posição de quem sofre, mas faço um convite a observamos, um propósito.
“(…) a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, buscam a glória, a honra e a imortalidade”; (Romanos 2, 7)
Ao aceitarmos a proposta de Jesus ao invés da nossa, acabamos por acatar aquilo que Ele coloca como o melhor para nós e isso acontece a todo o momento. Ele é aquela vozinha que diz “não faça isso” quando estamos prestes a fazer uma burrada; aquela sensação de arrepio quando entramos num local que não é o melhor para a gente; o pressentimento que mãe e pai têm quando seus filhos demoram a ligar; (…).
Apresentamos a Jesus uma necessidade que às vezes não é a mais preocupante. Jesus não curou o paralítico para demonstrar poder ou autoridade, mas como conseqüência da fé e da aceitação do perdão. Um homem de fé, segregado da sociedade é por Jesus chamado de “filho”.
Quem nesse momento se encontra doente, acamado, cansado, desiludido, deprimido, agoniado, em pânico, temeroso, irrequieto (…) receba esse olhar de Jesus que nos diz muito sem palavras: “Filho (a)! Coragem”.
“Senhor! Perdão pelas vezes que nosso lado fariseu foi apegado a manifestações físicas, coisas visíveis e palpáveis, (…); sei que agindo assim deixamos de ver os largos passos dados rumo a uma vida mais harmoniosa - a eternidade. Se hoje meu corpo não me obedece, saiba que meus pensamentos ainda estão livres. Obrigado!
“(…) Que Cristo habite pela fé em vossos corações, arraigados e consolidados na caridade, a fim de que possais, com todos os cristãos, compreender qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, isto é, conhecer a caridade de Cristo, que desafia todo o conhecimento, e sejais cheios de toda a plenitude de Deus. Àquele que, pela virtude que opera em nós, pode fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou entendemos, a ele seja dada glória na Igreja, e em Cristo Jesus, por todas as gerações de eternidade. Amém”. (Efésios 3, 17-21)
Um imenso abraço fraterno!
1 jul 2009

Quando Jesus chegou à região de Gadara, no lado leste do lago da Galiléia, foram se encontrar com ele dois homens que estavam dominados por demônios. Eles vinham do cemitério, onde estavam morando. Eram tão violentos e perigosos, que ninguém se arriscava a passar por aquele caminho. Eles começaram a gritar:
- Filho de Deus, o que o senhor quer de nós? O senhor veio aqui para nos castigar antes do tempo? Acontece que perto dali estavam muitos porcos comendo. E os demônios pediram a Jesus com insistência:
- Se o senhor vai nos expulsar, nos mande entrar naqueles porcos! - Pois vão! - disse Jesus. Os demônios foram e entraram nos porcos, e estes se atiraram morro abaixo, para dentro do lago, e se afogaram. Os homens que tomavam conta dos porcos fugiram e chegaram até a cidade. Lá contaram tudo isso e também o que havia acontecido com os dois homens que estavam dominados por demônios.
Então todos os moradores daquela cidade saíram para se encontrar com Jesus; e, quando o encontraram, pediram com insistência que fosse embora da terra deles.
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de hoje – Ed. Paulinas
Bom dia!
Gostaria de abordar alguns aspectos desse evangelho.
Primeiro ponto: Antigamente era atribuído ao demônio todo tipo de manifestação desconhecida. Não é incomum ver casos de epilepsia, convulsões, febre, mal estar, (…) sendo associado ao demônio. Também não é incomum a associação da carne de porco a alimento impuro. Esse evangelho é um dos poucos que deixam claro esse fato. Onde o mal inquieta e atrapalha a vida de dois homens.
Notem o conhecimento pleno de Jesus. Ele atravessa o lago para curar apenas duas pessoas. É, portanto concebível crer que Deus conhece o mal que nos incomoda. Ele atravessa a tempestade para livrar-nos do mal. Tenho fé nisso?
“(…) Pois quem conhece as coisas que há no homem, senão o espírito do homem que nele reside? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus“. (I Coríntios 2, 11)
Segundo ponto: Tento imaginar por que Jesus foi expulso da região. Qual seria o motivo? Temos medo que ele derrube nossas máscaras? Que revele a verdade de nossas vidas? Temos medo da ação de Deus em nossas vidas? Temos medo de deixar essa vida que acostumei a ter?
Temos irmãos que professam a fé cristã, mas sonegam impostos, compram notas fiscais, no trabalho tratam mal seus funcionários, (…) não somos perfeitos, mas é vital e importante a alto-reflexão dos nossos atos. Temos medo de abandonar a vida velha, o comodismo, a infantilidade na fé, (…) preferimos o conforto da omissão. E é assim que muitos vêm à igreja a procura de milagres, mas que não causem mudanças no meio jeito de viver. Jesus esta passando e eu tomando conta dos meus porcos, a vida que escolhi, (…).
“(…) Isso é tanto mais importante porque sabeis em que tempo vivemos. Já é hora de despertardes do sono. A salvação está mais perto do que quando abraçamos a fé. A noite vai adiantada, e o dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. Comportemo-nos honestamente, como em pleno dia: nada de orgias, nada de bebedeira; nada de desonestidades nem dissoluções; nada de contendas, nada de ciúmes. Ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não façais caso da carne nem lhe satisfaçais aos apetites”. (Romanos 13, 11-14)
Terceiro ponto: Conseguimos imaginar como ficaram aqueles que eram donos dos porcos? Será que ficaram felizes ao ver seus porcos afogarem? Será que pensaram no prejuízo?
Algo me recorda a parábola do filho pródigo. Tinha de tudo, mas preferiu o mundo. Como uma mariposa atraída pela luz de uma lâmpada; optou em rondar um brilho temporário e perigoso ao invés de contemplar a segurança dosada do calor do sol. Imagino eu, aquele cuidador de porcos. Imagine uma possibilidade - Poderia ser ele um rapaz que precisava de uma “forcinha” pra voltar pra casa de seus pais? Não estou dizendo que é o rapaz da parábola, mas infelizmente ou felizmente, somos diferentes, mas os erros se repetem. Quantos de nós filhos, cometemos os mesmos erros dos nossos pais por mais que fossemos avisados? De repente era outro filho que precisava desse empurrãozinho pra refletir a vida que estava tendo.
“(…) Nele é que fomos escolhidos, predestinados segundo o desígnio daquele que tudo realiza por um ato deliberado de sua vontade…” (Efésios 1, 11)
O mal reconhece Jesus e foge; ao fugir, se apegados ao mal, nos afastamos de Cristo e afogamos, sem saber e de vontade própria. Façamos esse dia um momento de alto-reflexão. O nosso mal afasta as pessoas, nos isola, nos sentenciai a viver sozinhos, mas Jesus atravessou a tempestade para nos dar uma nova perspectiva.
Um imenso abraço fraterno!
30 jun 2009

Jesus subiu num barco, e os seus discípulos foram com ele. De repente, uma grande tempestade agitou o lago, de tal maneira que as ondas começaram a cobrir o barco. E Jesus estava dormindo. Os discípulos chegaram perto dele e o acordaram, dizendo: - Socorro, Senhor! Nós vamos morrer! - Por que é que vocês são assim tão medrosos? - respondeu Jesus. - Como é pequena a fé que vocês têm! Ele se levantou, falou duro com o vento e com as ondas, e tudo ficou calmo. Então todos ficaram admirados e disseram: - Que homem é este que manda até no vento e nas ondas?!
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de hoje – Ed. Paulinas
Bom dia!
Jesus no barco deitado descansando. Se fosse uma pintura a óleo poderiam ver ou interpretar, sem observar o contexto, um momento de omissão perante o que acontece com seus discípulos. Muitas vezes somos assim. Ao rezarmos, suplicarmos, pedirmos (…) por algo que tarda a se realizar, muitas vezes, em nosso peito bate uma idéia errônea que Jesus não nos ouve, pois “dorme na barca”.
A visão humana de Jesus que dorme no barco confunde até seus discípulos. Ele não esta desatento ao que nos acontece, mas fica claro que: como aprenderemos a andar se não queremos largar da mão de quem nos apóia?
As coisas que nos acontecem, como o vento e a tempestade do evangelho de hoje, não são provocadas por Deus, pois Deus não nos tenta. Precisamos entender que o que nos acomete é fruto do livre arbítrio de alguém. A bala perdida que feriu aquele rapaz – não foi Deus que atirou! O acidente que deixou aquela moça na cadeira de rodas – não foi Deus que estava dirigindo imprudentemente ou embriagado; aquele jovem Galileu que se deu numa cruz – não foi Deus que o colocou lá!
“(…) Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias, Deus de toda a consolação, que nos conforta em todas as nossas tribulações, para que, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus, possamos consolar os que estão em qualquer angústia! Com efeito, à medida que em nós crescem os sofrimentos de Cristo, crescem também por Cristo as nossas consolações. Se, pois, somos atribulados, é para vossa consolação e salvação. Se somos consolados, é para vossa consolação, a qual se efetua em vós pela paciência em tolerar os sofrimentos que nós mesmos suportamos. A nossa esperança a respeito de vós é firme: sabemos que, como sois companheiros das nossas aflições, assim também o sereis da nossa consolação”. (II Coríntios 1, 3-7)
É importante frisar que não é vocação de Deus nos tentar com ventos. Esse Deus da tradição Eloísta e Javísta foram explicados por Jesus como um Deus de Amor. Por respeitar esse livre arbítrio que Ele permitiu o desejo humano de levar Jesus a cruz sem nada ter feito; (…). Apesar das conseqüências de nossas escolhas e das escolhas dos que nos cercam, poderem não ser como desejamos, ao ficarmos de pé na barca, algo maior surgirá.
“(…) É por isso que não desfalecemos. Ainda que exteriormente se desconjunte nosso homem exterior, nosso interior renova-se de dia para dia. A nossa presente tribulação, momentânea e ligeira, nos proporciona um peso eterno de glória incomensurável. Porque não miramos as coisas que se vêem, mas sim as que não se vêem . Pois as coisas que se vêem são temporais e as que não se vêem são eternas”. (II Coríntios 4, 16-17)
Quantas meninas engravidam a cada ano de seus namorados? Quantos rapazes, cada vez mais novos são pais? Quantos jovens, a cada dia, fazem uma opção errada na vida levando-o a uma vida regrada de vícios e drogas? Vemos cada vez mais pais na barca pedindo socorro para Jesus.
Outro fato: Quantos dedos surgem para apontar um erro, mas poucos braços pra abraçar e receber de volta. Uma boa educação, uma escola cara, não é sinal de filhos sem problemas. Não dá pra jogar a responsabilidade nos professores pela nossa falta de tempo com nossos filhos. Não dá pra culpar Jesus pela tempestade, mas se ela já esta acontecendo em sua (nossa) vida, lembre-se que mesmo dormindo aos nossos olhos, Jesus esta atento e no nosso barco. Deus não permitirá que a tormenta seja maior que nossas forças. A prova disso é que ele esta no barco!
“(…) Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela”. (I Coríntios 10, 13)
Uma canção me veio ao coração e com ela concluo esse pensamento:
“(…) Deus está aqui neste momento Sua presença é real em meu viver. Entregue sua vida e seus problemas Fale com Deus, Ele vai ajudar você.
Deus me trouxe aqui Para aliviar os teus sofrimentos. É Ele o autor da Fé Do princípio ao fim De todos os seus tormentos. E ainda se vier noite traiçoeira Se a cruz pesada for, Cristo estará comigo E o mundo pode até Me fazer chorar Mas Deus me quer sorrindo
“(…) Seja qual for o seu problema Fale com Deus, Ele vai ajudar você Após a dor vem a alegria Pois Deus é amor e não te deixará sofrer
Tenhamos fé que a tempestade passa!
Um imenso abraço fraterno!
29 jun 2009

Jesus viu a multidão em volta dele e mandou os discípulos irem para o lado leste do lago. Um mestre da Lei chegou perto dele e disse: - Mestre, estou pronto a seguir o senhor para qualquer lugar aonde o senhor for! Jesus respondeu: - As raposas têm as suas covas, e os pássaros, os seus ninhos. Mas o Filho do Homem não tem onde descansar. E outro, que era seguidor de Jesus, disse: - Senhor, primeiro deixe que eu volte e sepulte o meu pai. Jesus respondeu:
- Venha comigo e deixe que os mortos sepultem os seus mortos.
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de hoje – Ed. Paulinas
Bom dia!
Quem pode acompanhar a semana anterior, deve ter notado e bem aproveitado da pedagogia de Jesus. Ele explica, exemplifica, faz analogias, apresenta uma nova forma de conduzir nossos pensamentos e atos e por fim, encantados por suas palavras, pedimos um “tempo” para que reflitamos, enterremos nossos mortos ou passado e assim que tiver resolvido minha vida, passarei a segui-lo sem problemas, sem angústias, focado, (…)
Sempre cito o Padre (monsenhor) Jonas que em uma canção diz “que tarde te encontrei”, mas parto também da idéia que tudo há um momento certo. Como o pescador que espera sentado na praia a mudança do vento para poder enfrentar o mar, assim Deus, sabe o momento certo de colocar o barco na água e aproveitar a maré.
O vento tem mudado de direção, mas não estamos entrando na água. O que tememos? Jesus sobe na barca e nossos afazeres nos prendem na praia. Paramos no tempo. Ele fala do outro lado do lago, milagres acontecem, mas a distancia dificulta ouvi-lo. A saudade aperta passamos a gritar para que Ele volte e fique ali comigo e Jesus repete a nós “Aonde eu vou você não pode ir ainda”.
O que carregamos? Minha família? Meus sonhos? Meu sucesso financeiro e profissional?
“(…) Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra“. (Colossenses 3, 1-2)
Temos um compromisso cristão e afetivo com aqueles que conosco vivem (nossas famílias, amigos, colegas), de amparar, subsidiar, amar, estar perto e presente, mas eles também têm que criar coragem de enfrentar o mar. Devemos dar a devida atenção a eles, mas não acostumá-los. Se já caminhamos, devemos os ensinar nos vendo caminhar. Sim! Não posso me abster dos meus compromissos familiares, preciso ter tempo para eles, mas devo também ter tempo para o que Deus me chamou a fazer e ser exemplo do que fez em mim.
Recordo de uma história que aconteceu creio eu, na China. Um padre foi preso, pois não era aberta a idéia de cultos católicos naquele país, em uma cela minúscula. Dividindo espaço com um vaso sanitário e alimentando-se de pão, rogava a Deus que consagrasse aquele pão e assim tê-lo na eucaristia. Poderia os presos pensar que era louco, que poderia pedir a Deus pela liberdade, mas Ele preferia, na prisão, ter Jesus. Enquanto lavo a louça rezo! Enquanto trabalho, procuro ter pensamentos bons! Meus filhos na escola, Dom Bosco e Domingos Sávio com eles. Opções devem ser feitas!
Posso continuar sonhando? Sim! Por sonhar que continuamos a alimentar dentro de nós por algo melhor, mais justo, mais irmão, (…); mas enquanto esse sonho não se realiza, temos que construí-lo tijolo por tijolo. Não dá pra levantar uma casa apenas admirando a planta! É preciso esforço físico e mental! Deus, por meio do Espírito Santo, deixa na porta de nossa casa tudo que precisaremos para começar a obra e ao contemplar o milagre soltamos a voz para o céu dizendo: “O senhor esqueceu o pedreiro!” (risos)
“(…) Sou agradecido àquele que me deu forças, Cristo Jesus, nosso Senhor, pela confiança que teve em mim, colocando-me a seu serviço, a mim que, antes, blasfemava, perseguia e agia com violência. Mas alcancei misericórdia, porque agia por ignorância, não tendo ainda a fé. A graça de nosso Senhor manifestou-se copiosamente, junto com a fé e com o amor que estão em Cristo Jesus”. (I Timóteo 1, 12-14)
Mais uma vez o vento muda de direção e novamente temos a oportunidade de entrar no mar. Isso não é fanatismo, longe de eu dizer e viver isso. Somos reflexos das atitudes que tomamos ou que deixamos de tomar. Decisões que nos trazem a vida ou que nos deixam mortos.
Fazer o bem nos dá vida, ânimo, felicidade, (…).
E o sucesso profissional? Atrevo-me a dizer: façamos a nossa parte! Tijolo por tijolo!
“(…) E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, pois é de acordo com Deus que ele intercede em favor dos santos. Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu desígnio”. (Romanos 8, 27-28)
Um imenso abraço fraterno!
26 jun 2009

Jesus desceu do monte, e muitas multidões o seguiram. Então um leproso chegou perto dele, ajoelhou-se e disse:
- Senhor, eu sei que o senhor pode me curar se quiser. Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse:
- Sim, eu quero. Você está curado. No mesmo instante ele ficou curado da lepra. Então Jesus lhe disse:
- Escute! Não conte isso para ninguém, mas vá pedir ao sacerdote que examine você. Depois, a fim de provar para todos que você está curado, vá oferecer o sacrifício que Moisés ordenou.
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de hoje – Ed. Paulinas
Bom dia!
Eu imagino a fé desse rapaz o quanto era grande. Pedro e os apóstolos levaram quase três anos pra reconhecer quem Jesus era, e num primeiro encontro, o rapaz não titubeia: “Senhor, eu sei que podes me curar”.
Quanto tempo eu, você, nós levamos pra reconhecer esse senhorio de Jesus em nossas vidas? Costumo dizer que Jesus é o Senhor do tempo, Senhor do primeiro encontro e do último instante. Ele sabe a hora de nos fisgar. Juventude ou senilidade, cedo ou tarde, no batismo ou na unção dos enfermos (…) uma hora Ele aparece…
É fato: O Senhor sempre nos sonda. Paira em nossos pensamentos, dos bons e maus, e observa nossos atos mais secretos, dentre eles a nossa fé e a nossa verdadeira face. Não temos máscaras para Deus. Deus conhece nossos tropeços e quando desejamos voltar. O amor dele nos acalenta na fraqueza e no fortalece no tempo favorável.
“(…) Vós me cercais por trás e pela frente, e estendeis sobre mim a vossa mão. Conhecimento assim maravilhoso me ultrapassa, ele é tão sublime que não posso atingi-lo. Para onde irei, longe de vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar? Se subir até os céus, ali estareis; se descer à região dos mortos, lá vos encontrareis também. Se tomar as asas da aurora, se me fixar nos confins do mar, é ainda vossa mão que lá me levará, e vossa destra que me sustentará. Se eu dissesse: Pelo menos as trevas me ocultarão, e a noite, como se fora luz, me há de envolver. As próprias trevas não são escuras para vós, a noite vos é transparente como o dia e a escuridão, clara como a luz”. (Salmo 138, 5-12)
Jesus deixou um legado que Pedro e Paulo, pilares humanos da nossa fé apostólica, fizeram questão de propagar. Circuncidados ou não, negros ou brancos, crentes ou ateus; temos lepras visíveis e invisíveis que nos afastam socialmente. Em um grande rebanho, temos contato com ovelhas (pessoas) diferentes, em opiniões, credos e vontades, ou seja, no trabalho, na faculdade, na escola, no bairro, (…) convivemos com pessoas, às vezes, muito diferentes de nós. Minha religião não pode afastar as pessoas de mim e nem de Deus.
O que creio deve AGREGAR pessoas; o que escolhi como fé não pode impedir de dar um abraço, desejar o bem, (…). Não sou a favor do sincretismo, quanto a isso “cada um no seu quadrado”, temos tradições, condutas, posturas particulares, mas não posso pensar em fazer o bem a somente quem me parece bonito, sem marcas, sem lepras…
Existem pessoas que nesse momento, por vaidade ou orgulho, precisam de ajuda, mas não tem forças pra vencê-los; existe nesse momento pessoas que só precisam do nosso ouvido ou do nosso ombro; existem pessoas que fizeram opções erradas na vida e querem uma oportunidade de vida para se redimir, mas não encontrou uma mão amiga, ou um bom conselho, ou um abraço (…). Jesus quis curar aquele homem ali. Ele não perdeu a oportunidade. Um coração aberto e sedento de Deus. Aquele era o momento!
Acredito muito que Deus sabe a hora certa. Alguém, com certeza, apareceu na hora que mais precisávamos. Deus coloca no coração dos seus escolhidos, o que falar e o que fazer, mas também o livre arbítrio de ajudar ou se esconder.
Buscamos ardentemente a santidade, mas não me lembro de alguem, que se tornou santo, pela clausura. Dom Bosco tinha a batina com muitos rasgos e remendos. Vivia em intimidade com Deus. Não escolheu quem ajudar. Dizem alguns estudiosos, que possivelmente, Paulo era manco. Imagino eu, se não fosse. De tanto andar chegaria aqui primeiro que Cabral. Esperar que Deus nos envie suas ovelhas, para que “eu possa ajudá-lo”, é um tanto engraçado nesse contexto.
“(…) E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim“ (João 12, 32)
Ser santo na igreja é um tanto fácil se compararmos na messe, ou seja, no mundo. Reparemos em um dos versos da canção “que santidade de vida”, padre Jonas canta “que a santidade da minha vida apresse o Senhor e ele logo virá”. Fé e gestos!
“(…) Aqui se encontra o distintivo dos cristãos nas palavras do próprio Jesus: ‘Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros’. Aqui reside, também, a razão fundamental do crescimento da Igreja, não por proselitismo, mas por atração, pelo testemunho. Podemos ainda também afirmar que ‘toda a atividade da Igreja é a manifestação de um amor que procura o bem integral do ser humano’, amor esse que “é o melhor testemunho do Deus em que acreditamos”. (§ 81 - Documento 87 - CNBB)
A vida nos presenteou com um campo e Deus disse: Plante! Nós, o que fazemos? Construímos um cercadinho para limitar até onde acho que posso ir. Deus disse plante!
Um imenso abraço fraterno! Bom fim de semana
25 jun 2009

- Não é toda pessoa que me chama de “Senhor, Senhor” que entrará no Reino do Céu, mas somente quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu. Quando aquele dia chegar, muitas pessoas vão me dizer: “Senhor, Senhor, pelo poder do seu nome anunciamos a mensagem de Deus e pelo seu nome expulsamos demônios e fizemos muitos milagres!” Então eu direi claramente a essas pessoas: “Eu nunca conheci vocês! Afastem-se de mim, vocês que só fazem o mal!”
- Quem ouve esses meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Porém ela não caiu porque havia sido construída na rocha.
- Quem ouve esses meus ensinamentos e não vive de acordo com eles é como um homem sem juízo que construiu a sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Ela caiu e ficou totalmente destruída. Quando Jesus acabou de falar, as multidões estavam admiradas com a sua maneira de ensinar. Ele não era como os mestres da Lei; pelo contrário, ensinava com a autoridade dele mesmo.
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de hoje – Ed. Paulinas
Bom dia!
Em que terreno construímos nossa fé? Em que local alicerçamos nossa esperança?
Ficamos admirados ao ver o bombardeio de canais de TV “cristãos”. Fico admirado também com as frases um tanto pretensiosas ou seria presunçosas. Em um canal vi um senhor que se denomina apóstolo, esfregar a toalha que enxuga seu suor, na face das pessoas afirmando “que não precisa ter fé, a minha fé vai te curar”. (Hunf)
Outro canal, que vem da linha protestante (nada haver com os irmãos protestantes, mas sim com o fato), que diga-se de passagem reclamaram e denunciaram no passado, com razão, sobre a venda de indulgências e peças religiosas, creio eu que Martinho Lutero se fosse vivo e visse uma igreja de denominação cristã, fazer seus fieis depositarem suas fé e esperança e um tal de escudo da fé (um pequeno pedaço de papel xerocopiado) ou num pequeno pedaço de plástico denominado de cajado de Abraão, vendo isso ele teria, certamente, uma enorme frustração.
Mas o que vejo nesses programas? Duas coisas! Primeira: Como nosso povo esta carente de Deus e de realmente conhecer a Deus, ao ponto de depositarem sua esperança em homens e não em Deus; Segunda: Como nossa natureza humana é egoísta! A maioria dos que vejo naqueles programas tem algo em comum – pensamentos centrados em resolver um problema. Vou acrescentar um exemplo: Uma música evangélica chamada “faz um milagre em mim” diz em seus versos: “entra na minha casa, entra na minha vida, mexe com minha estrutura, sara todas as feridas (…)”. Pensamentos “centrados em mim” acabam pedindo a Deus coisas do tipo “Senhor entra na minha casa, mas não tira nada do lugar, não quero mudar”.
Busco a cura física, das dívidas, dos relacionamentos, mas não crio nenhum compromisso em ser melhor. Colegas meus que são evangélicos contam que algumas pessoas têm deixado de ir a seus cultos e ir buscar essas igrejas da prosperidade e sem compromissos. Como aquele que se diz apóstolo diz: “nem fé precisa ter”. Em que solo esses irmãos estão edificando suas casas?
(…) O Senhor exige de quem prega, de quem ora, de quem deseja vencer o mal, viver autenticamente a Palavra de Deus, colocando-se sincera e humildemente em submissão à vontade do Pai. Do contrário, tudo o que fazemos, até mesmo afirmando fazê-lo em nome de Deus, não terá nenhuma consistência e poderá ser causa de nossa condenação. O esforço diário de colocar a Palavra de Deus em nossa vida é o fundamento sólido de nossa obra e de nossa salvação. (Dom Gil Antônio Moreira - Bispo Diocesano de Jundiaí)
Quando o reino de Israel separou-se em Norte e Sul, o rei do Norte, Jeroboão I, tentando evitar a peregrinação anual para Jerusalém e o desestruturação do seu reino, construiu dois templos ou santuários, um em Dã e outro em Betel e lá, já corrompido pelo baalismo, edificou a imagem de dois touros (ou bezerros) para que fossem idolatrados. Onde quero chegar? Às vezes na ânsia, que entendemos até ser plausível em virtude do desespero, de ter algo, acabamos idolatrando o bezerro e não a Deus. Vem a chuva, nosso alicerce não colabora, (…) e lá vamos nós pro chão de novo.
“(…) Esta casa que tu edificas… se obedeceres às minhas leis, praticares os meus mandamentos e observares todos os meus preceitos, seguindo-os cuidadosamente, eu cumprirei em ti as promessas que fiz ao teu pai Davi…” (I Reis 6, 12)
Esse versículo narra à promessa de Deus feita a Salomão e depois a Jeroboão I (o que construiu os touros) e a nós também. Os fundamentos ou alicerces de nossa fé estão na obediência (leis e preceitos) e na prática dos mandamentos.
E quanto aos canais? Cada um deve obter o discernimento de que local vai construir sua casa, pois não somos ingênuos a ação do Senhor.
“(…) Como recebestes o Senhor Jesus Cristo, vivei nele, enraizados e edificados nele, inabaláveis na fé em que fostes instruídos, com o coração a transbordar de gratidão! Estai de sobreaviso, para que ninguém vos engane com filosofias e vãos sofismas baseados nas tradições humanas, nos rudimentos do mundo, em vez de se apoiar em Cristo. Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”. (Colossenses 2, 6-9)
Louvo a Deus pela Canção Nova, pela Rede Vida e pela TV aparecida.
Um imenso abraço fraterno!
24 jun 2009

Chegou o tempo de Isabel ter a criança, e ela deu à luz um menino. (…) Todos os que ouviam essas coisas e pensavam nelas perguntavam: - O que será que esse menino vai ser? Pois, de fato, o poder do Senhor estava com ele. Zacarias, o pai de João, cheio do Espírito Santo, começou a profetizar. Ele disse:
- Louvemos o Senhor, o Deus de Israel, pois ele veio ajudar o seu povo e lhe dar a liberdade. Enviou para nós um poderoso Salvador, aquele que é descendente do seu servo Davi. Faz muito tempo que Deus disse isso por meio dos seus santos profetas. Ele prometeu nos salvar dos nossos inimigos e nos livrar do poder de todos os que nos odeiam. Disse que ia mostrar a sua bondade aos nossos antepassados e lembrar da sua santa aliança. Ele fez um juramento ao nosso antepassado Abraão; prometeu que nos livraria dos nossos inimigos e que ia nos deixar servi-lo sem medo, para que sejamos somente dele e façamos o que ele quer em todos os dias da nossa vida. E você, menino, será chamado de profeta do Deus Altíssimo e irá adiante do Senhor a fim de preparar o caminho para ele. Você anunciará ao povo de Deus a salvação que virá por meio do perdão dos pecados deles. Pois o nosso Deus é misericordioso e bondoso. Ele fará brilhar sobre nós a sua luz e do céu iluminará todos os que vivem na escuridão da sombra da morte, para guiar os nossos passos no caminho da paz. O menino cresceu e ficou forte de espírito. E viveu no deserto até o dia em que apareceu diante do povo de Israel.
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de hoje – Ed. Paulinas
Bom dia!
Qual é o seu nome? O que ele representa? O que sua mãe pensou ao colocar esse nome em você? Você gosta do seu nome?
A história judaica é cheia de simbolismos inclusive nos nomes dados as pessoas. Zacarias era sacerdote e muito respeitado, deveria ele conservar a tradição sacerdotal colocando no seu filho o seu nome. Mas o que aconteceu? Ao ser impelido pelo anjo que Isabel teria um filho em tenra idade, colocou-se em posição de dúvida sendo assim sentenciado a ver os fatos, sem poder falar uma só palavra. A mudez pela falta de fé calava Zacarias.
O plano de Deus estava acontecendo e forçadamente Zacarias não podia falar. Talvez a imagem de contemplação apenas com os olhos fosse frustrante, visto que aquele homem nasceu e fora impelido de anunciar as boas obras de Deus. Ao sugerir um novo caminho, Deus começa pela mudança de paradigmas. Aquela criança precisaria outro nome e outro regime de vida. Não seria o sacerdote urbano, mas alguém que clamaria no deserto; alguém que denunciaria novamente as arbitrariedades contra Deus e contra o povo; alguém que futuramente seria declarado como o maior dos nascidos.
Quantas pessoas vêem o plano de Deus sendo executado apenas com os olhos? Quantos, como Zacarias, não querem romper seus paradigmas, modos, atitudes e dar um novo caminho ou oportunidade a suas vidas?
“(…) Numa época de profundas e sucessivas mudanças socioculturais que afetam nosso mundo, trazendo novos e sérios desafios, a Igreja é chamada a proclamar com coragem, entusiasmo e criatividade a mensagem perene do Evangelho, para que nossos povos “tenham vida e a tenham em abundância”, a qual consiste em acolhermos a oferta que Deus nos oferece em Jesus Cristo, para assim participarmos de sua própria vida trinitária. “Essa vida nova de Jesus Cristo atinge o ser humano por inteiro e desenvolve em plenitude a existência humana em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural.” Toda a missão de Jesus Cristo consistiu em levar à humanidade essa vida divina manifestada em suas palavras e concretizada em suas ações. O Reino que ele proclamava era de fato um Reino de Vida”.( § 5 Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil – 2008/2010 - CNBB)
Reconhecer que temos muito ainda por crescer é como fez Zacarias ao escrever no pedaço de tábua o nome que Deus escolheu. Nossa fé não esta no óbvio, mas no improvável. Nossa igreja nos impulsiona a ver um mundo que precisa de gente pró-ativa, destemida e empreendedora.
“(…) O projeto salvífico de Deus se realiza na humanidade através de um povo, o Povo de Deus, com a missão de ser luz para as nações. Também a Igreja Primitiva se entendeu como Novo Povo de Deus, que deveria levar a salvação de Jesus Cristo através dos séculos para todos os homens e mulheres. Vivendo e proclamando os valores do Reino de Deus, a Igreja é, assim, o “sacramento universal da salvação”. ( § 47 Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil – 2008/2010 - CNBB)
Esses dias, enquanto apanhava pra aprender usar o twitter, deixei uma frase instigante: “Esporte radical é ser cristão! Muita adrenalina! Quem tem medo pula fora!
“(…) Persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo Nós, mais aperfeiçoados que somos, ponhamos nisto o nosso afeto; e se tendes outro sentir, sobre isto Deus vos há de esclarecer. Contudo, seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente”. (Filipenses 3, 14-16)
Não fiquemos calados!
São João Batista, Rogai por nós
Um imenso abraço fraterno!
23 jun 2009

- Não dêem para os cachorros o que é sagrado, pois eles se virarão contra vocês e os atacarão; não joguem as suas pérolas para os porcos, pois eles as pisarão. - Façam aos outros o que querem que eles façam a vocês; pois isso é o que querem dizer a Lei de Moisés e os ensinamentos dos Profetas.
- Entrem pela porta estreita porque a porta larga e o caminho fácil levam para o inferno, e há muitas pessoas que andam por esse caminho. A porta estreita e o caminho difícil levam para a vida, e poucas pessoas encontram esse caminho.
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de hoje – Ed. Paulinas
Bom dia!
Temos tantas diferenças, mas alguns itens são de fábrica: fé, esperança e amor. Como as cores derivam de três cores primárias (azul, vermelho e amarelo), nossos dons e virtudes partem dessas três virtudes. São, no comentário e reflexão de hoje, nossas pérolas.
Pérola 01: Nossa fé. É a base do que cremos, do que acreditamos e alicerce motivacional do quanto nos empenhamos em alguma coisa, em especial as coisas relacionadas a igreja e no relacionamento com irmãos. Quantas pessoas conhecemos que lançam sua fé “aos porcos”. Depositam sua “fé” em elefantes de costas para porta, pedras, horóscopo, (…)?
“(…) Meu Deus, salva-me da mão do ímpio, do poder do malvado e do opressor. És tu, Senhor, a minha esperança, és minha confiança, SENHOR, desde a minha juventude. Sobre ti me apoiei desde o seio materno, desde o colo de minha mãe és minha proteção; em ti está sempre o meu louvor. Muitos se espantavam ao ver-me: mas tu és o meu abrigo seguro”. (Salmo 70/71, 4-7)
A fé pode nos guiar mesmo no escuro a encontrar a porta estreita.
Pérola 02: Nossa esperança: É um dom dado ao ser humano. Algo nosso. É comum ouvir relatos de pessoas que não desistem facilmente de objetivos e que quase todos, já deram por definidos ou acabados.
Lançamos aos porcos a esperança quando colocamos nossas forças em pessoas. Quando condicionamos nossos atos a mudanças de comportamento, a milagres, a curas, a prodígios, (…). Lançamos essa pérola fora quando nos comportamos como os fariseus que pedem um milagre para poder acreditar; lançamos fora quando deixamos de acreditar que alguém pode mudar de vida (…). Ter esperança é dormir com problema no pensamento e acreditar que no nascer do sol do outro dia, ele já tenha sido sanado, ou pelo menos já conseguimos ver horizontes, uma luz no fim do túnel.
“(…) Jesus dizia-lhes: “Considerai bem o que ouvis! A medida que usardes para os outros, servirá também para vós, e vos será acrescentado ainda mais. A quem tem, será dado; e a quem não tem, será tirado até o que tem. Jesus dizia-lhes: ‘O Reino de Deus é como quando alguém lança a semente na terra. Quer ele esteja dormindo ou acordado, de dia ou de noite, a semente germina e cresce, sem que ele saiba como. A terra produz o fruto por si mesma: primeiro aparecem as folhas, depois a espiga e, finalmente, os grãos que enchem a espiga. Ora, logo que o fruto está maduro, mete-se a foice, pois o tempo da colheita chegou’ ”. (Marcos 4, 24-29)
A esperança é nossa, mas o tempo é de Deus! Ela reaviva em nós a vontade de dias melhores.
Perola 03: O Amor. Não me atrevo definir o amor. Ele foge nosso conhecimento (I Cor 13, 9). É algo maior que nossa vontade de ficar com raiva, de esbravejar, de dormir sem dizer boa noite…
“(…) O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo”. (I Coríntios 13, 4-7)
Das pérolas que temos em comum, essa é a mais valiosa e quantos de nós já presenciamos, como passivos ou ativos, atos ou omissões que lançam aos porcos essa pérola? Atire a primeira pedra quem nunca ofendeu alguém; ou quem nunca fofocou sobre alguém ou algo; quem nunca negou uma esmola ou ajuda por preguiça ou por não querer “perder tempo”?
Viver nos policiando é uma tarefa difícil. Tenho fé que valerá a pena. Se conseguirei no fim, guardo no meu coração a esperança. Se a chave da porta estreita é o amor, não percamos tempo com coisas que não levam a nada. Amemos mais.
Um imenso abraço fraterno!
22 jun 2009

- Não julguem os outros para vocês não serem julgados por Deus. Porque Deus julgará vocês do mesmo modo que vocês julgarem os outros e usará com vocês a mesma medida que vocês usarem para medir os outros. Por que é que você vê o cisco que está no olho do seu irmão e não repara na trave de madeira que está no seu próprio olho? Como é que você pode dizer ao seu irmão: “Me deixe tirar esse cisco do seu olho”, quando você está com uma trave no seu próprio olho? Hipócrita! Tire primeiro a trave que está no seu olho e então poderá ver bem para tirar o cisco que está no olho do seu irmão.
Bíblia Sagrada – Nova Tradução na Linguagem de hoje – Ed. Paulinas
Bom dia!
Divagaremos hoje, partindo de algumas frases:
1) “Pior que o fato é o boato”:
Temos uma natureza curiosa. Aguça-nos o saber: o desconhecido, o desbravar, o conhecer, o instigar, (…). Nossa natureza humana é apegada, por demais, em coisas que poucas pessoas têm conhecimento,(a tal da novidade) mas somos orgulhosos demais para reconhecer o quanto perdemos de tempo fofocando. Perdemos minutos ou talvez até horas conversando assuntos que ouvimos dizer, e nem sempre temos o cuidado de verificar a verdade dos fatos. Agora imaginemos a vontade de saber, aliado à vontade de ter algo que macule ou fira a vida de alguém que não simpatizamos o que resulta?
Agem assim pessoas de “imaginação fértil”; pessoas que sobram-lhe tempo para os outros e falta-lhe o zelo pelos seus; pessoas que se declaram santos o suficiente para apontar possíveis desvios de conduta dos outros mas não reparam sua capacidade incoerente de pré julgar (pensando bem, fazemos muito isso sem notar). Um fato: não somos chamados a condenar o pecador e sim denunciar as habilidades e malabarismos do pecado.
“(…) Pedimo-vos, porém, irmãos, corrigi os desordeiros, encorajai os tímidos, amparai os fracos e tende paciência para com todos. Vede que ninguém pague a outro mal por mal. Antes, procurai sempre praticar o bem entre vós e para com todos”. (I Tessalonicenses 5, 14-15)
2) “Você precisa rezar mais!”:
A frase no sentido literal é correta (sempre é bom), mas muitas vezes é mal aplicada. Um exemplo comum: a pessoa esta passando por um momento de oscilação, desequilíbrio, desajuste e ao pedir um conselho, uma ajuda, um “norte”; recebe essa resposta como se o motivo fosse que suas orações não estivessem sendo ouvidas (por serem “poucas ou insuficientes”) ou simplesmente que ela (e) não estivesse rezando.
Sabemos bem que isso não de certo a pura verdade. Alguns de nós já passamos por tempestades no melhor de nossa oração pessoal. Outro fato: se inteirar pela causa do problema pode nos poupar de palavras imprudentes.
“(…) Há uma falsa correção na cólera de um insolente; há um modo de julgar que muitas vezes não é justo; e aquele que se cala dá prova de prudência”. (Eclesiástico, 19, 28)
3) “Você precisa mudar!”:
Confesso que essa é a mais usada com boas intenções.
Quando conversamos com alguém muito próximo, que nos pediu um conselho, não é estranho e nem incorreto falarmos essa frase, mas… Tornou-se um tanto comum ver, pessoas, que levam a palavra de conforto e consolo, se revestirem de falsos moralismos ao “apontarem” para as pessoas, em longos discursos, palestras e pregações que “você deve mudar”. Terceiro fato: não tenho direito de apontar e esquecer-se de como estou vivendo também.
Mas como corrigir sem apontar? Como zelar sem magoar ou pré julgar? O Espírito Santo e a Palavra subsidiam a sabedoria que não temos.
“(…) O poder do Espírito e da Palavra contagia as pessoas e as leva a escutar a Jesus Cristo, a crer n’Ele como seu Salvador, a reconhecê-lo como quem dá o pleno significado a suas vidas e a seguir seus passos. O anúncio se fundamenta no fato da presença de Cristo Ressuscitado hoje na Igreja, e é fator imprescindível no processo de formação de discípulos e missionários. Ao mesmo tempo, a formação é permanente e dinâmica, de acordo com o desenvolvimento das pessoas e como serviço que são chamadas a prestar, em meios às exigências da história”. (Documento de Aparecida §296)
Abandonemos nossos instintos perversos que nos impedem der ter relações interpessoais mais fraternas uns com os outros. Cultivemos as sementes da misericórdia, do companheirismo e da amizade no nosso dia-a-dia.
Um imenso abraço fraterno!