Fé Atual

A fé dos apóstolos é a nossa fé católica

Santo Arsênio, Confessor (+ Egito, 445)

Romano de nobre família, foi anacoreta no deserto, ali vivendo quase 50 anos. Tanto amava o isolamento e temia os perigos do convívio com seculares que, certa vez, foi visitado em sua solidão por uma senhora romana de idade já madura, que desejava aconselhar-se com ele e pedir-lhe orações. — “Volte para sua terra e deixe-me em paz!”, gritou o Santo do fundo de sua gruta. — “Prometa-me ao menos lembrar-se de mim em suas orações”, suplicou a dama. – “Pelo contrário, prometo esquecê-la”, respondeu o Santo.

fonte: http://www.aparecidapoa.com.br/santos_julho.htm

Jornada Mundial da Juventude 2008

Bispo de Utrecht, na Holanda, esforçou-se para eliminar os restos de paganismo e idolatria ainda existentes na região. Censurou publicamente os escândalos dados pela imperatriz Judite, segunda esposa do imperador Luís, o Bonacheirão. Consta ter sido ela que, rancorosa, encarregou dois assassinos de apunhalar o Santo.

fonte: http://www.aparecidapoa.com.br/santos_julho.htm

Em junho de 1570 partiu de Lisboa para o Brasil o Beato Padre Inácio de Azevedo, acompanhado de 70 sacerdotes e irmãos jesuítas. Quis a Providência que essa gloriosa coorte de apóstolos não chegasse ao Brasil, pois a maior parte deles encontrou o martírio, por mãos de hereges protestantes, no Oceano Atlântico. Em 15 de julho de 1570 a nau Santiago, no qual viajavam o Padre Inácio e numerosa leva de jesuítas, viu-se cercada por várias naus de piratas protestantes de origem francesa. Após longa luta em que os católicos, inferiores em número e em armamento, causaram consideráveis estragos aos atacantes, afinal sucumbiu a nau portuguesa. Foram martirizados, por ódio à Fé católica, juntamente com o Padre Inácio, 39 outros jesuítas, sendo 31 portugueses e 8 espanhóis. São venerados como os Quarenta Mártires do Brasil.

fonte: http://www.aparecidapoa.com.br/santos_julho.htm

16/07/2005

Cerca de 30 mil pessoas participaram da missa das 8h, celebrada hoje pelo arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, no Santuário Nacional, comemorando os 75 anos da proclamação de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.

A missa foi concelebrada pelo reitor do Santuário, Pe. Joércio Gonçalves Pereira, pelo Vigário Geral da Arquidiocese, Pe. Nelson Ferreira Lopes e missionários redentoristas que trabalham no Santuário.

O Santuário comemorou também os 20 ANOS DE FUNDAÇÃO DA ACADEMIA MARIAL DE APARECIDA, presidida pelo Missionário Redentorista, Pe. José Luiz Majella Delgado.

Segue a homilia (pregação) de Dom Damasceno:

Celebramos, hoje, a festa de Nossa Senhora do Carmo. Esse título com o qual louvamos hoje a Mãe de Deus e nossa mãe, recorda-nos a herança espiritual que o grande profeta Elias, defensor do culto ao único Deus, nos deixou.

Foi no Monte Carmelo que o profeta Elias levou o povo a descobrir a verdadeira fé e eliminou o culto idolátrico ao deus de Baal.

No séc. XII, ao sul do Monte Carmelo, na Galiléia, reuniram-se alguns eremitas para se dedicarem ao louvor de Deus, sob a proteção de Nossa Senhora. Aí nasceu a ordem Carmelitana.

A ordem Carmelitana, diante das dificuldades que estava enfrentando, pôs sua completa confiança na Virgem Maria implorando dela proteção e defesa.

O escapulário do Carmo é um dos sinais de devoção a Maria muito espalhado em todo o mundo e o seu uso deve ser expressão de nosso amor a Virgem Maria e do nosso compromisso de sermos fiéis, a seu exemplo, à Palavra do Senhor.

O Evangelho que escutamos recorda-nos que a realização da vontade do Pai nos une a Cristo, estabelecendo um vínculo superior aos laços de sangue que nos unem aos nossos familiares. E Maria, para nós, é modelo da realização da vontade de Deus. “Todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mt 12,50).

Queremos felicitar a família carmelitana, os freis e as irmãs, pela sua festa e assegurar-lhe nossas preces.

Também, no dia 16 de julho de 1930, o Papa Pio XI, a pedido dos Arcebispos, Bispos, Prelados, Prefeitos Apostólicos e do Sr. Núncio Apostólico do Brasil, “constituiu e declarou a Beatíssima Virgem Maria concebida sem mancha, conhecida sob o título de Aparecida, Padroeira principal de todo o Brasil junto de Deus”. O decreto foi assinado pelo então Secretário de Estado Cardeal Eugênio Pacelli, que se tornaria, mais tarde, o Papa Pio XII.

Em comemoração deste evento, Sua Santidade Bento XVI, por intermédio do seu Secretário de Estado, o senhor Cardeal Angelo Sodano, enviou-nos a seguinte mensagem:

“Senhor Arcebispo,

No momento em que se celebram os 75 anos da proclamação, pelo Papa Pio XI, de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, venho por meio desta participar a Vossa Excelência a expressão da mais viva cordialidade de Sua Santidade Bento XVI por esta significativa ocorrência jubilar.

Com efeito, a Bula de Proclamação, com o intuito de promover o bem espiritual dos fiéis no Brasil e para aumentar, cada vez mais, a devoção à Imaculada Conceição, bem atestou a extraordinária repercussão de tal providencial decisão, haja vista a extensão atual de tal devoção nesta Terra da Santa Cruz.

O Sumo Pontífice, em sinal de Sua benevolência e de afeto paternal para com todo o povo devoto, faz votos de que a Rainha e Padroeira do Brasil seja sempre mais reconhecida e louvada como Mãe de Deus Nosso Senhor e Mãe nossa, para que a sua poderosa intercessão sirva de guia segura que a todos nos leve a Jesus Cristo, nosso Salvador.

Com estes auspícios o Santo Padre concede de muito bom grado a Sua Bênção Apostólica, extensiva aos Reverendos Missionários Redentoristas e ao povo peregrino e, em sinal do seu afeto por todos e de presença espiritual, oferece um Cálice Sagrado reafirmando, uma vez mais, o valor da Eucaristia como “fonte e coroa de toda a evangelização” (PO, nº 5).

Aceite, Senhor Arcebispo, os meus sentimentos de elevada estima e consideração em Cristo Nosso Senhor, ao subscrever-me atenciosamente,”

Cardeal Angelo Sodano
Secretário de Estado de Sua Santidade

Quanto ao convite ao Santo Padre Bento XVI para visitar e honrar o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, Sua Santidade respondeu, por intermédio do sr. Arcebispo Leonardo Sandri, substituto da Secretaria de Estado. Da carta, destaco a seguinte passagem: “agradecendo a iniciativa, que bem demonstra o afeto de todo o povo brasileiro pelo Sucessor de Pedro. Assim sendo, desejo certificar a Vossa Excelência que o Sumo Pontífice terá em conta tal convite para quando for possível e, nesta expectativa, certifica desde já Sua presença espiritual, abençoando a Terra da Santa Cruz, por quem nutre um particular apreço”.

Que a celebração da festa de Nossa Senhora do Carmo, do 75o. aniversário da declaração de Nossa Senhora Aparecida Padroeira principal de todo o Brasil, junto de Deus, e dos 20 anos da Academia Marial de Aparecida, aumente em nós a devoção à Imaculada Mãe de Deus e que Ela nos conduza à imitação de seu Filho Jesus Cristo, nosso Salvador, Caminho, Verdade e Vida.

Dom Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida-SP

O Cálice e a Patena (onde se consagram o vinho e o pão), doados pelo Papa Bento XVI foram utilizados pelo primeira vez nessa celebração da Eucarística.

José Expedito/Assessoria de Imprensa
fonte: http://www.santuarionacional.com/imprensa/

Nossa Senhora do Carmo

Ao olharmos para a história da Igreja encontramos uma linda página marcada pelos homens de Deus, mas também pela dor, fervor e amor a Virgem Mãe de Deus; é a história da Ordem dos Carmelitas, da qual testemunha o cardeal Piazza: “O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual”.

Carmelo (em hebraico, “carmo” significa vinha; e “elo” significa senhor; portanto, “Vinha do Senhor”): este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi pré-figurada pelo primeiro numa pequena nuvem (cf I Rs 18,20-45). Estes profetas foram “participantes” da obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos; chegaram fugidos na Europa e elegeram São Simão Stock como seu superior geral; este por sua vez estava no dia 16 de julho intercedendo com o Terço, quando Nossa Senhora apareceu com um escapulário na mão e disse-lhe: “Recebe, meu filho, este escapulário da tua ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno”.

Vários Papas promoveram o uso do escapulário e Pio XII chegou a escrever: “Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo - e ainda - escapulário não é ‘carta-branca’ para pecar; é uma ‘lembrança’ para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte”. Neste dia de Nossa Senhora do Carmo, não há como não falar da história dos Carmelitas e do Escapulário, pois onde estão os filhos aí está a amorosa Mãe.

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/nova_liturgia/santo/

No dia 15 de julho de 1274, aos 53 anos de idade, após receber a Extrema Unção das mãos do Papa Gregório X, falecia em Lyon (França) São Boaventura, íntimo amigo de São Luís IX, Rei de França, de Santo Anselmo e de Santo Tomás de Aquino.

Nasceu ele em 1221, em Bagnoregio, cidade da Toscana que pertencia então aos Estados Pontifícios. Aos quatro anos de idade, caindo gravemente enfermo, sua mãe, Rebela, levou-o a São Francisco de Assis, implorando sua intercessão. O Poverello tomou o menino nos braços e o abençoou. Tendo-o curado milagrosamente, devolveu-o à mãe, dizendo: “ó buona ventura” . Assim passou a ser chamado, não obstante ter sido João seu nome de batismo. A mãe, em reconhecimento, consagrou-o a Deus pelo voto de fazê-lo ingressar na Ordem Franciscana.
“Nele, Adão não pecou”

Efetivamente, aos 21 anos ingressou na Ordem de São Francisco, demonstrando desde logo grande fervor. Dois anos depois era enviado à Universidade de Paris, para completar seus estudos sob a orientação do grande mestre Alexandre de Hales. Este, vendo como, em meio à multidão de estudantes, o novo aluno conservava a alma tão pura, dizia com admiração: “Nele, parece que Adão não pecou” .

Teologia do Amor

No campo da produção intelectual deixou vasta obra teológica, bíblica e ascética. Costuma-se dizer que enquanto Santo Tomás cultivou o amor da teologia, São Boaventura cultivou a teologia do amor.

São Luís IX, o Rei cruzado, tinha particular estima por São Boaventura. A seu pedido, o Santo compôs um ofício da Paixão de Jesus Cristo. Redigiu também uma regra para um convento, fundado por Santa Isabel, irmã do rei.

Em 1257, com apenas 36 anos de idade, foi eleito Mestre Geral da Ordem de São Francisco, que contava mais de 20 mil membros, em cerca de mil conventos por toda a Europa. Ocupou este importante cargo durante 17 anos.

Devoção à Virgem

São Boaventura discorreu magistralmente sobre a Mediação Universal de Maria. Colocou os franciscanos sob a proteção especial da Mãe de Deus, traçando um plano de devoções regulares em sua honra, e compôs o famoso “Espelho da Virgem”, onde se estende sobre as graças, as virtudes e os privilégios de Nossa Senhora. Determinou que os frades rezassem o Angelus todas as manhãs, às seis horas, para honrar o mistério da Encarnação.

Nomeado Cardeal e dirigente de um Concílio

Quando morreu o Papa Clemente IV, em 1272, São Boaventura foi procurado pelos cardeais para que indicasse o sucessor. Foi eleito, assim, Tebaldo Visconti, sob o nome de Gregório X, o qual logo depois nomeou São Boaventura Cardeal e Bispo de Albano.

O Papa encarregou-o da preparação e direção do Concílio Ecumênico de Lyon, que devia reaproximar de Roma, embora temporariamente, a igreja cismática do Oriente.

Após a terceira sessão conciliar, caiu enfermo e mal pôde assistir à seguinte, na qual o chanceler de Constantinopla abjurou o cisma, com a aprovação de todo o alto clero greco-bizantino (50 metropolitas e mais de 500 bispos).

No dia 24 de junho, o Papa celebrou solene missa, na qual a Epístola, o Evangelho e o Credo foram cantados em latim e em grego. Os delegados gregos repetiram três vezes em sua própria língua: “Qui ex Patre Filioque procedit”. Ou seja, o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, que era um dos pontos chaves do cisma. Em seguida São Boaventura pronunciou inflamado sermão.

Seu estado geral, contudo, agravou-se, e veio a falecer na passagem de 14 para 15 de julho de 1274. Foi sepultado no convento dos franciscanos em Lyon. Canonizado em 1482, teve seu nome inscrito, em 1588, entre os Doutores Maiores da Igreja, ou seja, ao lado de São Gregório Magno, Santo Ambrósio, Santo Agostinho, São Jerônimo e Santo Tomás de Aquino.

Infelizmente, protestantes huguenotes profanaram seu túmulo no século XVI. Os ossos foram incinerados e as cinzas jogadas ao rio. Com muito custo, somente seu crânio foi salvo.

Um fato pitoresco

A Crônica dos Gerais franciscanos conta que um frei de nome Egídio propôs o seguinte problema a São Boaventura: Quando se pensa nas luzes que os doutores de tua categoria recebem do céu, como pretender que os ignorantes como eu venham a conseguir a salvação? O essencial para a salvação respondeu o Doutor Seráfico - é amar a Deus. Apesar disso - insistiu Frei Egídio - poderá um inculto amar a Deus tanto como um sábio? E São Boaventura confirmou: Não só O pode amar tanto, mas ultrapassar nesse amor até mesmo os maiores teólogos.

Passava justamente na estrada, junto ao convento, uma pobre carregando um feixe de lenha. Frei Egídio não se conteve e gritou-lhe: Alegra-te, boa velhinha! Acabo de saber que depende só de ti amares a Deus ainda mais do que Frei Boaventura. Logo depois, Frei Egídio caiu em êxtase, que durou três dias.

Reflexões finais

Santo Tomás de Aquino, visitando-o um dia, perguntou-lhe em que livros aprendera sua ciência sagrada. “Eis respondeu, apontando para o crucifixo - a fonte de meus conhecimentos. Estudo Jesus, e Jesus crucificado!”

Temia o Doutor Seráfico comungar com freqüência, por humildade, considerando-se o mais vil dos pecadores. Após ter passado vários dias sem se aproximar da Sagrada Mesa, ao assistir à Missa a Hóstia que o padre consagrara partiu-se e, pelas mãos de um Anjo, foi levada a São Boaventura. Este milagre levou-o a comungar mais freqüentemente, e cada uma de suas comunhões era acompanhada de indizíveis consolações.

A exemplo de São Boaventura, poderíamos fazer quanto esteja ao nosso alcance (vide quadro) para receber Nosso Senhor Sacramentado de modo recolhido e digno, removendo absolutamente de nossas almas tudo quanto possa desagradar o divino hóspede.

Com o intuito de incitar os leitores a esse ardor na devoção eucarística, reproduzimos uma oração composta pelo Doutor Seráfico, cuja festa celebramos a 15 de julho.

Oração de São Boaventura para a Santa Comunhão

Feri, ó dulcíssimo Senhor Jesus, o mais íntimo e profundo de meu ser com o dardo suavíssimo e salutar do Vosso amor, com aquela verdadeira, inalterável, santíssima e apostólica caridade, a fim de que a minha alma se enlanguesça com o único desejo de sempre crescer em vosso amor.

Que eu vos ame intensamente, que desfaleça nos vossos átrios e deseje dissolver-me em vós e ser um convosco.

Que minha alma tenha fome de Vós, ó Pão dos Anjos, alimento das almas santas, Pão nosso de cada dia, supersubstancial, que tem toda doçura e sabor, e todo deleite de suavidade. Ó Vós a Quem os Anjos desejam contemplar!

Que o meu coração sempre tenha fome e se alimente de Vós, e que as entranhas do meu ser sejam repletas com a doçura de vosso sabor.

Que só de Vós tenha sede, ó fonte da vida e da sabedoria e da ciência e da luz eterna, torrente de delícias, riqueza da casa de Deus.

Só por V ÓS anseie, só a Vós procure, só a Vós encontre, só para Vós tenda e vos alcance. Só medite em Vós, só de Vós fale, e tudo o que fizer seja para louvor e glória do vosso nome, com humildade e discrição, com amor e deleite, com bondade e afeto, com perseverança até o fim.

Sede, Senhor, minha única esperança, toda minha confiança, minhas riquezas, meu deleite, meu encanto, minha alegria, minha quietude e tranqüilidade, minha paz, minha suavidade, meu perfume, minha doçura, meu pão, meu alimento, meu refúgio, meu auxílio, minha sabedoria, minha partilha, meus bens, meu tesouro.

Somente em Vós minha alma e meu coração estejam radicados de modo fixo, firme e inamovível. Assim seja.

fonte: http://grandessantos.blogspot.com/2007/10/so-boaventura-doutor-serfico.html

São Paulo Apóstolo - 2000 anos


Por Dom Benedicto de Ulhoa Vieira

Há um ano, em junho passado, o Papa Bento XVI convocou a Igreja para a celebração de um Ano Paulino para comemorar o 2º milênio do nascimento de São Paulo Apóstolo. Este “Ano Paulino” iniciar-se-á no final deste mês e vai até junho de 2009.

A finalidade deste ano jubilar é um insistente convite para descobrirmos a gigantesca e singular figura do Apóstolo São Paulo e nos aprofundarmos na riqueza dos seus ensinos. Mais: esta convocação visa revitalizar nossa fé e encontrar, buscando com todo empenho, a desejada unidade dos cristãos. É o anseio do nosso Papa. Penso que esta celebração, inspirada por Deus, encontre simpatia por parte dos irmãos separados.

A abertura do Ano Paulino será no final deste mês, a 28 de junho, quando – como é já costume – se abrir solenemente a porta da Basílica de São Paulo, designada como “fora dos muros”. Por estar prevista para a tarde esta cerimônia, a oração, que o Santo Padre presidirá, será o ofício litúrgico das Vésperas.

Muitas são as sugestões para a celebração do Ano Paulino. Aguardamos da CNBB os roteiros dos estudos para círculos bíblicos das Cartas Paulinas, sobretudo da 1ª Carta aos Coríntios, em que São Paulo entoa o mais belo hino à caridade, isto é, o amor.

Na doutrina de São Paulo, nada tem valor sem a caridade: nem os dons dos milagres nem a robustez da fé nem as profecias nem os outros carismas portentosos que sejam. Ele termina esta apologia do amor, proclamado que “a caridade jamais há de cessar” (v. 8).

A paterna benignidade de Bento XVI concede a indulgência plenária neste Ano Paulino aos fiéis nas habituais condições da Igreja.

Que a celebração do Ano Santo pelo segundo milênio do nascimento de São Paulo seja ocasião de crescermos no conhecimento da rica doutrina paulina, na fé e na santidade da nossa vida cristã.

fonte: CNBB